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domingo, 16 de outubro de 2016

Soneto para a Música



Arte divina expressa em melodias,

presente, desde os mais remotos dias.

Revestes as palavras com teus tons

Entoas arranjos de até doze sons.


Invades a minha alma sem licença.

Provocas em mim emoções intensas.

Viajo ao passado, volto ao presente.

Ages em mim como se onisciente.
                                         
                       
                       Quando soas, universais arquétipos,

que em ti habitam, logo ressuscitam

em meio a tantos ouvidos ecléticos.


E tu, dentre estilos multifacéticos,

em mim, causas sensações que explicitam

o que nem a razão e o saber explicam.


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