Desde que eu era pequenina, escrevia.
Lendo os meus diários passo a recordar.
A minha vida, a morte não ia levar.
Amava o sol e ele correspondia.
O bom velhinho nunca faltaria.
Tinha um anjo só para me guardar.
Ficava horas no quintal a falar
com meu abacateiro que me entendia.
Hoje, ainda pequena, porém, vivida
penso nas minhas crenças com saudade
e em como me mantinham protegida
do mundo e de sua triste realidade.
Quem dera poder voltar à infância querida
e ter a ilusão vestindo a verdade.
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