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sábado, 12 de outubro de 2019

Olhar perdido


Meu olhar percorre a estrada prata e fria:   
facho da lua que sobre o sal flutua.          
Em meus braços, frios espinhos me enlaçam          
enquanto o suor da noite enche de estrelas
os meus cabelos: e o infinito esvoaça
no vazio: minha face em névoa, em mar...                
E bem lá adiante, por trás dos altos
vultos dos montes, vejo que é onde
o rastro do astro se esconde. E eu já não
sei se é da noite, ou se é minha, a lágrima
que corre pelas mãos em clamor: pois
a noite está perdida de sua estrela
e os meus olhos perdidos do seu amor.

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