Meu
olhar percorre a estrada prata e fria:
facho
da lua que sobre o sal flutua.
Em
meus braços, frios espinhos me enlaçam
enquanto
o suor da noite enche de estrelas
os
meus cabelos: e o infinito esvoaça
no
vazio: minha face em névoa, em mar...
E
bem lá adiante, por trás dos altos
vultos
dos montes, vejo que é onde
o
rastro do astro se esconde. E eu já não
sei
se é da noite, ou se é minha, a lágrima
que
corre pelas mãos em clamor: pois
a
noite está perdida de sua estrela
e
os meus olhos perdidos do seu amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário