Ando por aí perdida de mim,
feito sombra a enlutar a areia,
desde que, ao vento,
jogaste a minha vida
e, ao mundo,
a minha imagem
sumida e feia.
Ando por aí sem caminhos
até quando quiser
a minha sorte.
Espectro vagando
sobre espinhos,
levando nos olhos o vazio
que deixaste no frio ninho.
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